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Hummus germinado (e os meus últimos tempos)

Estes últimos tempos têm sido …… (completar com uma palavra à escolha).

Só quando começo a escrever no blog é que me dou conta do quão me faz falta escrever, cozinhar e partilhar.

Estes últimos tempos têm sido desafiantes para mim porque me vi obrigada a parar, por circunstâncias da vida. Não fiquei doente nem ninguém ficou, longe disso. E, sinceramente, tem sido uma experiência incrível. Os meus dias têm sido mesmo muito corridos e ocupados nos últimos 10 anos, nos últimos 7 dedicados ao The Love Food e a aprender sobre esta área da alimentação que me faz sentir como peixe na água. Fui mãe há 2 anos e 6 meses, e tenho uma empresa há 3 anos que, neste tempo, a produzir e a fornecer, passou de 3 lojas a quase 100, e com muitos clientes diariamente. Parar, depois deste ritmo frenético, era quase contranatura para mim. Mas não.

Tenho aprendido que se a vida te dá limões, faz limonada. O ponto não está em evitar os limões o fingir que não os vemos. É mesmo fazer limonada com eles, a melhor limonada de sempre. Foi o que fiz. E tem sido AWESOME. Tirei férias até ter a marca do bikini, aproveito a companhia do meu filhote ao máximo e sinto mesmo que não há nada melhor, na verdade. Quando encontro pais que me dizem “eu tento tirar sempre 10 mn por dia para os meus filhos”, o meu intestino revolve-se. Não é uma questão de prioridades ou egoísmo, é fundamental estar com os filhos, estar lá a 100%, o máximo de tempo possível.

Li vários livros sobre a melhor maneira de optimizar e rentabilizar o trabalho, porque, sinceramente, no fundo, não é porque se trabalha mais tempo que se é mais produtivo. E encontrei uma série de estratégias que têm resultado na perfeição. Não só sou mais organizada e produtiva como tenho mais tempo para mim e para o meu filhote, tempo de qualidade. E posso dedicar-me a muitas outras coisas que gosto de fazer e que não fazia porque “omg não tenho tempo para tudo!”.

Tenho, sim. É preciso aprender a criar tempo. Se quiserem posso escrever-vos sobre isso.

Então, resumindo, temos feito uns cozinhados juntos. O meu filho adora sentir-se útil e ajudar, portanto e incluo-o em tudo o que faço, seja limpar ou arrumar a roupa. Mas ele adora especialmente ajudar a preparar o que vamos comer.

Ambos gostamos muito de hummus, então apeteceu-me fazer um upgrade ao hummus tradicional. E cá está a receita! O grão-de-bico está cru e germinado. O facto de ser germinado faz com que seja ainda mais saudável e poderoso nutricionalmente. A digestão é mais fácil, a concentração de nutrientes e enzimas é bastante superior ao cozinhado, e tem menos factores antinutricionais (que impedem a absorção dos nutrientes). A biodisponibilidade aumenta entre 200 a 600% e pode ainda ocorrer um aumento do teor de proteínas e do seu valor biológico. Para além disso ficam com uma textura maravilhosa!

Para germinar, nada mais fácil:

Passo 1 – Demolhar o grão-de-bico durante a noite (8 a 12h);

Passo 2 – retirar a água e lavar. Colocar num frasco sem adicionar água e tapar o frasco com um pano, para poder respirar;

Passo 3 – todos os dias deve lavar o grão, voltar a coloca-lo no frasco e tapar;

Passo 4 – passados 3 ou 4 dias já deve ter germinado! Quando o rabinho estiver do tamanho do grão, já pode usar!

Usei grão-de-bico português, este é da Herdade do Carvalhoso.

Para o hummus germinado:

2 chávenas de grão-de-bico germinado

½ chávena de azeite

1 dente de alho

uma pitada de sal marinho

sumo de um limão

2 colheres de sopa de tahini bio (opcional, mas muito bom!)

Coloque tudo na Bimby e triture na vel. 8 durante uns segundos, páre, empurre para baixo com a espátula o hummus que subiu pelas paredes e volte a triturar até estar cremoso.

O procedimento é o mesmo no processador ou com a varinha mágica. Triture até ter a consistência desejada. Se for necessário adicione água.

Para servir polvilhe com pimentão doce, pimenta preta moída e decore com alguns grãos germinados.

Sirva com salada, tostas, com palitos de legumes crus, barre no pão, sirva como acompanhamento ou coma à colher.

Chips de beterraba com pâté ultra (secreto e) cremoso de tofu

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Sabem quando descobrem uma coisa (neste caso, uma receita) que é TÃO boa que querem partilhar com o mundo inteiro? Com este pâté/molho de tofu foi assim. Quando cheguei a esta versão só pensei “MINHA NOSSA! O MUNDO TEM DE SABER DISTO”. E cá está ele. Para quem veio ao workshop de Receitas Leves de Verão já pôde devorar este molho desde o Verão. Para quem não foi ao workshop (Ahhh. Shame on you.) tenho a certeza de que se vai viciar a partir de agora.

Para além de ser incrivelmente delicioso (daqueles que se comem com os dedos), é muito versátil! Tanto faz de pâté como de molho. Para um molho de ervas, basta juntar ervas aromáticas picadas; para um molho “rosso” junte tomate seco (em azeite) e triture tudo; para um molho de limão junte raspa de limão e um pouco do sumo; para um molho de alho basta juntar 2 ou 3 dentes de alho (recomendo que se juntem alhos assados em vez de crus para poder conversar e dar beijinhos depois de comer). Enfim, as variações são imensas! Acha que o molho está muito sólido? Junte água ou iogurte vegetal.

A beterraba em chips faz uma entrada linda, muito saborosa e original. Sozinha, com o alecrim, a beterraba já faz um festanço, mas com este pâté fica mesmo top.

Para ficar mesmo glamouroso basta usar o bico de pasteleiro para fazer rosáceas por cima das beterrabas, em vez destas colheradas rústicas que eu faço.

E para terminar tenho de dizer que é extra leve e baixo em gorduras (só 2 colheres de sopa de azeite!) por isso pode comer à vontade sem pesos na consciência!

Uma entrada para 4 pessoas

 

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  • 4 beterrabas cruas (as que vêm pré-cozidas num pacote não funcionam)
  • um pouco de alecrim
  • sal
  • azeite

Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Descasque as beterrabas e corte-as em rodelas finas.

Coloque as rodelas num tabuleiro sem se sobreporem, regue-as com um fio de azeite e polvilhe com alecrim.

Leve ao forno durante 30 mn ou até assarem.

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Pâté/Molho super especial de tofu

  • 250 gr de tofu
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de sopa de vinagre
  • sumo de 1 limão
  • 1 colher de chá de açúcar de coco (ou outro)
  • 1 colher de sopa de molho de soja
  • sal

Triture tudo com a varinha mágica ou no processador.

Coloque o pâté por cima de cada rodela de beterraba.

Yummy!

Tofu mexido com acelgas

 

IMG_2066Domingos de chuva e frio são perfeitos para tomar pequenos-almoços/cafés da manhã demorados, sem pensar que existe hora para almoçar ou para deixar de preguiçar, porque, afinal, é domingo – o dia perfeito para procrastinar.

Muitas vezes o que me apetece, em vez de tirar cereais cheios de açúcar de uma caixa colorida, é mesmo comida nutritiva e colorida. No outro dia apaixonei-me e comprei estas acelgas, provavelmente as mais bonitas que vi até então, e estava ansiosa para as pôr no prato de maneira a que mantivessem as cores maravilhosas com que vinham. O tofu veio dar uma cremosidade incrível ao crocantes dos talos coloridos da acelga e fez este casamento divino! As sementes e os rebentos vieram dar um boost de nutrientes ao prato, para além da crocância que trazem naturalmente.

A receita perfeita para um domingo perfeito.

 

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  • ½ acelga cortada aos pedacinhos
  • uma cebola pequena
  • rebentos/brotos a gosto (usei de rábano)
  • azeite de oliva
  • sementes de girassol

Para a mistura de tofu

  • 250 gr de tofu
  • 1 colher de chá de azeite
  • uma pitada de sal do Himalaia
  • 1 colher de chá de açafrão das índias/tumérico
  • 1 colher de chá de vinagre de arroz
  • uma pitada de pimenta preta/pimenta do reino
  • 1 colher de chá de levedura/levedo de cerveja
  • 1 colher de chá de alho em pó

Esmague o tofu com um garfo e junte todos os ingredientes da mistura de tofu. Junte ¼ de chávena/xícara de água. Envolva bem o preparado. Reserve.

Coloque a acelga numa frigideira. Junte meia chávena de água e deixe-a cozinhar até a água evaporar. Este passo serve apenas para tornar a acelga mais tenra. Se preferir mais crocante passe já para o próximo passo!

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Quando a água tiver evaporado, junte a cebola e um fio de azeite. Tempere com sal marinho e deixe saltear até a cebola ficar tenra.

Junte o tofu , envolva e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando. Junte mais água se necessário, para que fique mais cremoso.

Numa frigideira à parte toste as sementes de girassol.

Quando o tofu começar a ganhar uma crosta dourada, junte as sementes de girassol e envolva.

Sirva imediatamente com uma mão de rebentos por cima.

Delicie-se!

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Pesto de pimentos vermelhos e receitas para um barbecue


O Verão pede almoços ou jantares demorados ao ar livre e é a abertura oficial da época dos barbecues. Para um vegano um barbecue “tradicional” pode ser um pesadelo mas eu estou perita em veganizar os barbecues dos quintais deste pequeno país e a conquistar pela boca (sempre a melhor maneira de conquistar alguém) os mais acérrimos defensores de que um churrasco não é churrasco sem barriga de porco.

Há vários legumes que se podem assar num grelhador e que ficam incrivelmente deliciosos, tais como:

  • Abóbora
  • Beringela
  • Courgette
  • Tomate
  • Pimentos
  • Cogumelos pleurotos ou Portobello

Todos estes legumes cortados às tiras, marinados com uma pitada de sal grosso e um fio de azeite (importante, para não não colar!), fazem um brilharete.

Para além dos legumes ainda pode apostar num seitan ou tofu (o fumado fica delicioso!) às tiras, depois de marinado durante 1 noite nos sabores que preferir. Para marinadas dou estas três sugestões:

 Tipo “vinha d’alhos”

  • Para 250 gr de seitan ou tofu
  • Sumo de 1 limão
  • Vinho branco
  • Muito dentes de alho esmagados
  • Pimenta preta
  • 2 a 3 colheres de sopa de pimentão doce
  • 1 colher de sopa de paprica fumada (opcional, eu é que ando viciada)
  • um fio de azeite para não se agarrar tudo à grelha

Limão e ervas

  • Muito sumo de limão
  • Duas colheres de sopa de vinho branco
  • Dentes de alho esmagados
  • Ervas aromáticas frescas

Satay

Veja aqui

Vá regando ou pincelando o seitan ou o tofu com a marinada enquanto grelha.

Para além destas iguarias pode ainda fazer uma arrozada de tomate, umas migas, qualquer coisa que encha os olhos aos apoiantes das barrigas de porco.

Para entrada ou para aproveitar os restos de um barbecue (foi o meu caso), este pesto de pimentos vermelhos é perfeito! Para mergulhar o pão ou para servir de molho aos legumes grelhados fica uma delícia, e, para além disso, pode ainda servir de base para pizzas, molho para a massa e para comer à colher. Quanto mais água juntar mais líquido fica (óbvio), por isso vá juntando aos poucos até atingir a consistência que prefere.

Para uma chávena/xícara de molho

  • 1 pimento vermelho assado sem pele (grande)
  • 1 mão cheia de folhas de manjericão
  • 1 mão de salsa
  • 1 colher de sopa de levedura/levedo de cerveja
  • 1 dente de alho
  • água
  • um fio de azeite
  • sal

Triture tudo com a varinha mágica ou com o processador até estar cremoso.

Fácil, hein?! E fica uma maravilha!

 E agora vamos lá tornar os churrascos saudáveis!

Chips de couve frisada (no forno, claro!)

Estou-vos a escrever enquanto petisco algumas destas chips. Foi a primeira vez que as fiz e não vai ser certamente a última: são deliciosamente crocantes, leves, salgadinhas q.b., super fáceis de fazer e um petisco maravilhoso – parece que se desintegram na boca!
Comprei este pacote da Quinta do Arneiro (comprei no Celeiro) e pensei logo em fazer chips, por isso toca a procurar receitas na blogosfera! Mas achei que tinham tantos ingredientes e eu estava com tanta vontade de as devorar que resolvi só usar os ingredientes do costume para fazer chips: azeite e sal. E ficaram perfeitas! Mas pode acrescentar as especiarias que preferir, como pimenta cayena se quiser mais picante, alho em pó, enfim, o que a sua gula ditar.
A couve frisada (aka kale) está super na moda agora, mas é da família da nossa couve portuguesa, da couve galega e dos brócolos. Pode ser usada como a couve tradicional (cozida, salteada, ao vapor, etc), mas tem esta particularidade de ficar incrivelmente crocante quando é assada, o que é maravilhoso (as couves da minha quinta ficaram cheias de inveja). É rica em fibras e baixa em calorias, tem imensos minerais como ferro e potássio, tem vitaminas K, A e C e poderosos antioxidantes, que previnem o aparecimento do cancro. Tem Omega 3 (pois é, não é só nas sardinhas que isto existe!), ajuda a baixar o colesterol e é rica em cálcio.

Como vêem, é uma pequena maravilha. Mas todos os vegetais o são. Varie! E não deixe de experimentar estas delícias!

Para 4 pessoas petiscarem ou para 2 gulosas (foi o caso)
300 gr de kale/couve frisada
3 a 4 colheres de sopa de azeite
sal marinho
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Corte os talos maiores das folhas de couve (só aqueles que ultrapassarem muito a zona das folhas). Se as lavar, seque-as muito bem antes de pôr os temperos.
Coloque as folhas numa taça grande, junte o azeite e o sal e envolva cuidadosamente, para todas terem um bocadinho de azeite e de sal.
Coloque-as num tabuleiro de ir ao forno coberto com papel vegetal/papel manteiga. Não as sobreponha! Pode pô-las juntinhas e encher o tabuleiro, mas só com uma camada de folhas. Se o seu forno não for grande terá que fazer em fornadas.
Asse durante 7 a 10 mn ou até começarem a ficar acastanhadas nas pontas.
Retire para uma taça grande e sirva!

Bye bye fritos, hello chips saudáveis!

Salada de trigo sarraceno com marinada de cogumelos, tomate cereja e hortelã

Neste “desafio” da PROPOSTA INDECENTE quero propor-vos alternativas mais saudáveis (mais igualmente pecaminosas) ao que comemos normalmente.  Preferir alimentos integrais em vez de refinados deve ser uma das escolhas principais. Os alimentos refinados são vazios de nutrientes. Eles perdem os seus nutrientes principais quando são refinados, ou seja, quando os comemos estamos a comer, basicamente, energia e açúcares. Mesmo que lhes injectem vitaminas, como nos cereais de pequeno-almoço. O nosso corpo quer nutrientes que sejam naturais, não sintetizados em laboratório. Certo?
O trigo sarraceno é uma alternativa maravilhosa ao arroz branco ou às massas. Cozinha-se como o arroz (1 parte de trigo para 2 de água), não precisa de demolha, só de um “escaldão”, e é delicioso. Para além disso, apesar de se chamar “trigo”, não tem glúten, maravilha das maravilhas!
Se não gostar do sabor, pode demolhar o trigo durante 24 horas e depois lavá-lo e cozinhá-lo. A demolha faz perder o sabor adstringente que o trigo pode ter.
O trigo sarraceno é bastante mentiroso. Chama-se trigo mas não é trigo. É conhecido como um cereal, mas não é um cereal. Na verdade, é da família das gramíneas, como as sementes de girassol. Pois é, o trigo sarraceno é a semente de um fruto! Também é chamado de “trigo mourisco”.

Pode ser usado como nesta receita, para substituir o arroz ou a massa, mas também pode ser assado, por exemplo, juntando à sua granola preferida. E assa no mesmo tempo que a aveia, no caso de fazer granola caseira. Também pode ser desfeito em farinha, e, nesse caso, dá para fazer pão, por exemplo ou aqueles crepes escuros que se comem na Normandia e nas Creperies Bretonnes (Crêpes au Sarrasin, sendo que Sarrasin = Sarraceno). Também é a base da Soba, os noodles de origem Japonesa, e é um dos alimentos tradicionais da Rússia, onde é comido como acompanhamento ou como mingau/papas (como as papas de aveia).


Porque é que bom comer trigo sarraceno? Porque:
       ajuda a reduzir o colesterol
       diminui o risco de desenvolver diabetes
       melhora os níveis de açúcar no sangue
       previne doenças cardiovasculares
       tem baixo índice glicémico
       a sua proteína é de alto valor biológico: contém todos os aminoácidos essenciais!
       tem manganésio, magnésio, entre outros minerais
       é rico em fibras!
       tem vitamina B
       tem ferro
       por isso é um bom aliado contra a anemia
       os seus flavonóides têm uma acção antioxidante
100 gr de trigo sarraceno
calorias
Proteínas (g)
Gorduras (g)
Hidratos de carbono (g)
Fibras (g)
em grão
343
13,2
3,4
71,5
10
em farinha
335
12,6
3,1
70,5
10





Agora vamos lá à receita que já vai longa conversa!
Esta salada marinada fica uma delícia com qualquer coisa. Se a deixar no frigorífico 24h vai criar ainda mais molho: não o descarte! É uma maravilha! Quando servir com o trigo sarraceno não se esqueça de o regar com esse molho, é o que vai dar o sabor especial a este prato!
Experimente! É uma delícia!
Para 1 pessoa
Para o trigo sarraceno:
½ chávena/xícara/cup de trigo sarraceno
1 chávena/xícara/cup de água
um fio de azeite
2 dentes de alho inteiros
sal marinho grosso (se usar)
Lave o trigo sarraceno – coloque-o numa peneira e passe-o por água corrente. Retire todo o excesso de água sacudindo a peneira.
Numa panela deite um fio de azeite, junte os dentes de alho inteiros (é só para dar sabor, não são para comer. Se os quiser comer parta-os aos pedacinhos antes de os colocar na panela) e deixe cozinhar 2 mn. Os alhos vão aromatizar o azeite.
Coloque o trigo sarraceno na panela e mexa. O trigo sarraceno deve sempre levar um escaldão. Deixe-o cozinhar 2 mn, mexendo com frequência.
Junte a água e mexa para tirar os grãos que ficaram agarrados aos fundo da panela. Adicione uma pitada de sal e deixe cozinhar até a água evaporar (12mn), com a tampa.
Quando a água tiver evaporado, desligue o lume/fogo e deixe repousar 5mn, tapado.
Retire da panela, coloque numa taça ou numa saladeira e deixe arrefecer. Não se esqueça de retirar os alhos.
Para os legumes
Uma mão cheia de cogumelos brancos/de Paris cortados em fatias finas (o mais fino que conseguir) – usei 5 ou 6 cogumelos (a minha mão é grande J)
1 mão cheia de tomates cereja cortados a meio
uma mão de folhas de hortelã ou manjericão, picadas
2 colheres de sopa de azeite
uma pitada de sal
uma pitada de pimenta preta/do reino
sumo de meio limão
1 colher de chá bem cheia de geleia de arroz
Numa tigela misture o azeite, o sumo de limão, a pimenta, o sal e a geleia de arroz.
Junte os tomates, os cogumelos e a hortelã e envolva bem.
Deixe repousar de 1 a 24 horas dentro do frigorífico/geladeira.
Para a salada
Misture tudo. Et voilà!

Salada morna de grão e tofu com molho verde (em 5 mn!)

Chegar a casa para almoçar a correr, misturar 3 ou 4 ingredientes numa tigela, devorar e chegar ao fim a pensar “hummm… devia ter feito mais”. Só por gula. Porque é tão boa (e tão simples e rápida)!
Para o molho:
3 colheres de sopa de coentros (pode pôr os talos)
200 ml de azeite
uma pitada de alho em pó (opcional)
sumo de ½ limão (se tiver pouco sumo, junte o sumo de 1 limão)
– Esta quantidade dá para mais do que esta salada, mas é sempre bom ter este molho no frigorífico porque dura imenso tempo e fica bem com tudo –

Bata tudo no processador até ficar um molho verde homogéneo. Por incrível que possa parecer este molho não fica com o sabor dos coentros.


Para a salada:
½ pacote de tofu rosso taifun (ou outro que preferir – tofu fumado/defumado também fica bem) cortado aos quadradinhos
1 chávena/xícara de grão-de-bico cozido
4 azeitonas verdes cortadas aos pedacinhos
1 tomate sem sementes cortado aos pedacinhos
Salteie o tofu numa frigideira com um fio de azeite até ficar dourado.

Misture o tofu com os outros ingredientes numa tigela, regue com o molho, tempere com sal e coma. Yam!

Salada de cenoura POW!

Sabem aquelas pessoas parecem umas mosquinhas mortas e depois, vai-se a ver, são as piores… pois é, esta salada é assim. Parece um monte de cenoura ralada, mas, quando se põe na boca, POW! Gengibre, mostarda, limão. POW! Doce, agridoce, salgado, crocante, aveludado… Deliciosa.
Para 4 pessoas
4 cenouras médias raladas
1 maçã ralada
uma mão de uva passa
folhas de alface (opcional)
Coloque tudo numa taça.
Para o molho:
½ chávena de azeite
sumo de 2 limões
1 cm de gengibre ralado
1 colher de chá de mostarda
1 colher de chá de xarope de agave
sal q.b.
Misture todos os ingredientes do molho e emulsione, até estar cremoso.
Envolva o molho na salada.
Leve ao frigorífico se não servir de imediato.

Acompanhe-a bem e delicie-se!

Queijo amanteigado




O queijo tem sido a minha quimera. Já testei várias receitas, inventei outras, e tenho experimentado todos os quase todos os disponíveis nas lojas de produtos naturais. Esta receita é adaptada daqui, e, apesar de estar à espera de uma mozzarela, saiu algo amanteigado, bem parecido com o queijo da serra amanteigado. Na minha opinião fica melhor se for comido quente numa bela fatia de pão torrado. Quando experimentar esta receita o imperativo é mesmo usar iogurte e leite sem açúcar, caso contrário não vai ficar bom (eu sei porque já experimentei e digo-vos que queijo doce não é espectacular). Experimentaram a receita? Partilhem comigo as vossas alterações e opiniões, sou toda de ouvidos! Mas só depois de cheirarem o queijo pronto em cima de uma torrada… aquele cheirinho a meias mal lavadas, tão importante num queijo, não engana ninguém! Delícia!




8 colheres de sopa de polvilho azedo (à venda nas grandes superfícies)

1 cup/chávenas/xícara de leite de soja SEM AÇÚCAR (da Provamel ou Alpro para cozinha)
4 colheres de sopa bem cheias de levedura de cerveja (usei em flocos)
4 colheres de sopa de margarina vegetal (verifique se é vegana)
4 colheres de sopa de natas de soja (creme de leite)
uma colher de chá de sal marinho
2/3 cup/chávena/xícara de iogurte de soja SEM AÇÚCAR
Numa panela misture o polvilho azedo e o leite com um batedor de varas. Junte a levedura de cerveja, o sal e as natas e mexa. Junte a margarina e leve ao lume, mexendo frequentemente até engrossar. Quando começar a engrossar (demora 5 mn, nem isso), junte o iogurte, volte a colocar a panela no lume e mexa vigorosamente com uma colher de pau até se desprender do tacho.
Retire do lume e coloque num Tupperware. Barre imediatamente no pão, cheire e dê uma bela de uma dentada!

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Salada Outonal de dióspiros

Este sol merece ainda umas belas de umas saladas. É um Outono de mãos dadas com um final de Verão, e os sabores misturam-se também. Espero que gostem!
Folhas várias (alface, rúcula, agrião, o que quiserem)
1 tomate partido aos pedacinhos
1 diopiro grande de roer, partido aos pedacinhos (caqui, em português brasileiro)
uma mão de nozes
250 gr de tofu cortado aos quadradinhos, previamente salteado com dois dentes de alhos esmagados
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre de vinho ou de cidra

Misture tudo e delicie-se!

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