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Hambúrgueres deliciosos de sementes de girassol

 

É difícil fazer hambúrgueres veganos que tenham textura. As sementes de girassol vêm resolver para sempre esse problema. Descobri que não são só boas para petiscar, assadas no forno! Demolhadas e trituradas podem ser muito cremosas ou então, se triturar um pouquinho menos, podem criar uma textura muito agradável ao dente!

Para além da textura, as sementes de girassol são só coisas boas: é uma excelente fonte de fibra, minerais e proteínas. Tem ainda um alto teor de Vitaminas do complexo B, E, K e A, que é quase o alfabeto todo, o que significa que é bom para o cérebro, é antioxidante e previne doenças cardiovasculares. E ainda tem gorduras das boas: ómegas 6 e 9. E isto é só uma parte do poder que estas sementinhas têm. Não se esqueça de as incluir na sua alimentação.

Considere o casamento sementes de girassol demolhadas + leguminosa uma base para fazer todos os sabores de hambúrguer que quiser: adicione courgette, pimento e manjericão, ou acelgas e cenouras, enfim, o que tiver no frigorífico. Estes ficaram uma maravilha, assim tal e qual escrevi aqui.

 

Para 8 hambúrgueres

  • 1 cebola grande
  • 2 dentes de alho picados
  • ¼ de pimento
  • 2 chávenas de sementes de girassol demolhadas há pelo menos 6 horas, sem a água da demolha e lavadas (demolhei apenas 1 chávena de sementes de girassol secas, que depois rende 2 chávenas)
  • 1 chávena de grão-de-bico cozido
  • ½ chávena de coentros (1/2 ramo)
  • 1 cenoura
  • 1 chávena de flocos de aveia finos
  • sal a gosto, marinho
  • 1 colher de sopa de pimentão doce
  • farinha a gosto (usei de espelta integral)
  • Refogue a cebola, o alho e o pimento num fio de azeite.

Junte estes ingredientes aos outros e triture tudo na Bimby, vel. 8, até estar uma pasta.

Pode triturar no processador de alimentos, ou no “pulse” ou perto da velocidade máxima, e limpe as paredes de vez em quando.

Quando estiver pronto deixe descansar 5 a 10mn, para a aveia absorver o excesso de água.

Faça bolinhas com as mãos, com ajuda da farinha se necessário, e achate-as na forma de hambúrguer.

Leve a uma frigideira com um fio de azeite ao lume ou leve ao forno a 200ºC durante 30 mn. Fica óptimo de ambas as maneiras.

O molho que aparece nas fotos é o Molho de Tahin, o meu preferido, e está no livro! 😉

Hambúrgueres de quinoa e hummus

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Está quase a acabar o ano e é tempo de balanços e de boas receitas simples. Este ano, para mim, foi inesquecível: foi o ano em que fui mãe. Ser mãe é a coisa mais incrível que me aconteceu, mas também a mais difícil. Mas todas as dificuldades se superam quando se recebe um sorriso desdentado, não é assim, mães desse lado?

Foi o ano em que o meu outro bebé, o The Love Food, começou a lançar raízes e a espalhar-se pelo país. Um orgulho e muito amor por este projecto que cresce e cresce. É um prazer poder ganhar a vida a fazer bem. No próximo ano quero continuar esta quimera e chegar cada vez mais longe.

O que aprendi este ano é que devemos livrar-nos do que nos faz mal. Podemos ter uma alimentação perfeita, saudável, da estação, etc., mas se mantemos na nossa vida o que nos faz mal nunca poderemos ser livres e realmente saudáveis. É importante dar o passo, trocar o que nos faz mal por outras coisas (ou pessoas) que nos façam bem. Por exemplo, não voltar a comprar aquele pacote de bolachas cheias de açúcar e ingredientes esquisitos e inscrever-se naquele ginásio novo de crossfit; deixar aquele emprego chato e criar o seu negócio de sonho; acabar aquela relação que se arrasta e que só lhe traz tristeza e começar uma nova vida. São clichés mas são verdade. A vida transforma-nos, temos que a domar.

Tudo o que se passa, cada segundo, só acontece uma vez e passa rápido demais. Há que aproveitar cada momento. Eu sei que são frases batidas mas esquecemo-nos rápido. Porque deixamos arrastar situações que nos deixam infelizes?

2016 vai ser um ano mesmo bom! Estou a fazer countdown. Até lá terminem este ano em grande com os hambúrgueres de quinoa e hummus, os mais simples que pode haver. São super crocantes por fora, deliciosamente tenros por dentro e  tão fáceis de fazer!

Sejam felizes! Façam por isso. Bom ano!

 

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Ingredientes para os hambúrgueres:

  • 1 e ½  chávena/xícara de hummus
  • 1 chávena/xícara de quinoa cozida

Para o hummus

  • 2 chávenas/xícaras de grão-de-bico cozido
  • 1 colher de sopa de tahin
  • sumo de 1 limão
  • sal a gosto, marinho de preferência
  • 1 um fio de azeite
  • pimentão doce, opcional, uma pitada

Para cozer a quinoa

  • ½ chávena/xícara de quinoa
  • 1 chávena/xícara de água

Pode demolhar a quinoa durante 4 a 8 horas se preferir.

Lave a quinoa em água corrente.

Coloque numa panela com a água e uma pitada de sal e cozinhe até estar tenra e a água desaparecer. Eu gosto de desligar o lume quando ainda há um pouco de água na panela, depois tapo e deixo-a acabar de cozer os últimos 5 minutos assim, calmamente.

Para os hambúrgueres

Misture a quinoa e o hummus. Tempere novamente no caso de precisar. Neste estágio pode juntar o que quiser: ervas aromáticas, cenoura ralada, etc., mas também ficam deliciosos simples!

Faça bolinhas e achate-as entre as mãos. Coloque os hambúrgueres numa frigideira com um fio de azeite e deixe dourar dos dois lados. Ficam muito bons quando ficam bem dourados, a quinoa fica muito crocante!

Salada morna de Verão Outono com molho de tahin e oregãos

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Fiz esta salada com restos e com uns legumes que já estavam tristes a pensar que não iam ser a estrela da festa. Adoro aproveitar restos e odeio que a comida se estrague. Tinha dezenas de beringelas a gritar no frigorífico “usa-me” e, um belo dia, assei-as. Uns tomates lindos na fruteira. E uns cogumelos shitake produzidos em Sintra (BIO, claro!) que encontrei numa pequena mercearia e que são os melhores que já comi! O resto já vão ver. Casou-se tudo com um maravilhoso molho de tahin com orégãos alentejanos, directamente do mercado de Aljezur, que cheiram assim que se abre o armário onde eles vivem. E terminar o dia com uma saladinha destas é uma festa! E os meus legumes ficaram felizes.

Para a cama de espinafres:

  • Um molho de espinafres
  • Alho picado
  • Azeite
  • Sal a gosto

Lave bem os espinafres. Salteie numa frigideira com azeite, sal e alho até murcharem. Reserve.

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Para os tomates assados:

  • 4 tomates cortados a meio ou em 3 fatias
  • orégãos
  • sal

Coloque os tomates no tabuleiro, tempere com os orégãos e sal e leve ao forno a 200ºC durante 20 mn.

Reserve.

Para os shitake:

  • uma mão cheia de Shitake
  • Azeite
  • sal

Lave bem os cogumelos. Corte-os em pedaços uniformes.

Salteie num fio de azeite até estarem dourados.

Reserve

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Para as beringelas:

  • 3 beringelas pequenas
  • um fio de azeite
  • sal

Corte as beringelas em tiras finas e coloque-as num tabuleiro. Asse-as em forno pré-aquecido a 200ºC durante 30 mn ou até estarem tenras.

Reserve.

Para o molho de tahin com orégãos:

  • 2 colheres de chá de tahin
  • sumo de meio limão
  • água
  • 2 colheres de chá de geleia de arroz
  • 1 colher de chá de azeite
  • 1 colher de chá de orégãos

Misture tudo até ficar cremoso. Adicione a água aos poucos até ficar com a consistência que prefere.

 

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Para montar (uff. Parece complicado mas não é):

Faça uma cama com os espinafres numa travessa. Coloque por cima os cogumelos e as beringelas. Disponha os tomates e salpique com o molho. Sirva o molho numa molheira porque de certeza que quererá reforçar a dose.

É uma bela festa, não é?

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Pizza sem glúten

 

 

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Eu adoro pão. É o meu maior pecado. Se o mundo acabasse amanhã era bem capaz de me sentar à espera a comer pão com azeite. Bom pão e bom azeite é um verdadeiro petisco!

Tenho reparado que, infelizmente, o glúten me deixa inchada, então evito comer pão. E o pão já não é o que era! Tenho optado cada vez mais por opções sem glúten, mas são em geral bastante caras. Encontrei esta marca Nutrifree à venda na http://www.glutenfreeliving.pt e fiquei fã! Finalmente podia comer uma pizza sossegada sem ter uma banda de balões dentro da barriga.

A massa é muito fácil de fazer e é menos trabalhosa do que a pizza com glúten porque não é preciso sovar. Para esticar convém usar uma farinha sem glúten como a de arroz ou de trigo sarraceno. Depois é só escolher as coberturas e já está! Fica uma delícia!

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Para 2 pizzas grandes (6 a 8 pessoas)

  • 500 gr de Mix para Pizza Nutrifree
  • 400 ml de água
  • 1 saqueta de fermento instantâneo para pão
  • uma colher de sopa de azeite
  • sal q.b.
  • farinha de trigo sarraceno para estender a massa

Coloque a farinha e o sal numa taça.

Numa taça mais pequena misture o fermento e a água.

Faça uma cova no centro da farinha e deite a água e o azeite. Envolva com uma colher até estar tudo incorporado e ficar uma massa pegajosa.

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Polvilhe a mesa de trabalho com a farinha de trigo sarraceno e amasse a massa até deixar de estar pegajosa. Como não tem glúten não precisa de sovar muito! É só até ela ficar lisinha como um rabinho de bebé

Coloque a massa numa taça previamente untada com azeite e cubra com película ou com um pano. Deixe repousar 3 horas ou até dobrar de tamanho.

Depois de ter crescido, parta-a ao meio.

Estique a massa (é muito fácil de esticar!) com o rolo da massa e coloque a cobertura que quiser! Eu tinha uns tomates deliciosamente doces à espera de serem devorados, então fiz um molho simples assim:

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Molho de tomate

  • 1 cebola picada
  • 5 tomates
  • 2 dentes de alho esmagados
  • sal

Refogue a cebola e os alhos até dourar. Junte o tomate e o sal envolva, tape a panela e deixe cozinhar 10 mn ou até os tomates se começarem a desfazer.

Retire a panela do lume e triture tudo com a varinha mágica.

Reserve!

Nota: Se os tomates forem ácidos junte uma pitada de açúcar mascavado.

Para a cobertura

Prefira legumes da estação! Eu usei pimentos cortados fininhos, cogumelos e courgette. Se preferir pode fazer um queijo de tofu.

Coloque a cobertura na pizza e leve a forno pré-aquecido a 180ºC durante 15 mn.

Sirva imediatamente e delicie-se! Esta massa fica muito leve, crocante dos lados e muito fofa por baixo da cobertura. É extremamente saborosa e muito fácil de trabalhar. Experimente fazer esta pizza em casa e nunca mais irá querer outra coisa!

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Pataniscas com o seu mui malandro arroz integral de tomate e beldroegas

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Cá ando a ambientar-me a isto de ser mãe. Notam que escrevo aqui cada vez menos mas ainda tenho umas coisas para dizer, umas receitas pendentes, umas considerações sobre o mundo e tal e uns produtos que testei e que adorei e que tenho que fazer review (nomeadamente as esponjas Konjac, estou completamente fã!). Está tudo aqui pendente. Mas vou confessar-vos que entre o meu trabalho, a fábrica do The Love Food e o meu bebé de 3 meses e meio resta muito pouco tempo para escrever. O meu iphone está com a memória cheia de fotos do meu bebé. Não as consigo apagar. O meu tempo é todo dedicado a ele. Nem quando fiquei grávida deixei de trabalhar, nem agora o vou fazer, por isso é um tempo completamente racionado para tudo o resto. Quero estar o tempo todo com ele e fico com saudades quando ele tem de ir dormir. Sou uma mãe muito pirosa.

Isto de ser mãe é muito bom. Toda a gente me dizia “aproveita para dormir que depois nunca mais vais dormir na vida”. Qual quê?! Dormimos todos muito bem, obrigada! Toda a gente me dizia que “a tua vida vai mudar completamente” com aquele ar de “já foste”. Mas não. Não mudou. Está tudo igual, só que melhor. Tudo com um bebé atrelado, mas sempre satisfeito e sorridente. Cheio de bochechas e refegos.

Trago-vos esta receita que partilho com muita felicidade porque acabei agora mesmo de a comer. É uma delícia, embora as fotos não façam muito jus à coisa. Desde que comecei o blog que fui assim. Não esperem fotos espectaculares de mim, eu tiro fotos àquilo que vou comer a seguir. Todas as fotos que tenho são tiradas antes do prato ir para a mesa. Sempre. Não faço cenários, atiro pozinhos e passo horas no Photoshop. Não tenho Photoshop e sou péssima com filtros. What you see is what you get. Preocupo-me imenso com o facto de todas as receitas funcionarem realmente. E admiro imenso as bloggers que passam tempo a tirar fotos e a editá-las, mas eu não consigo. Já tentei. Eu morro de fome. Durante os 5 mn que tiro fotos às minhas receitas a minha barriga ronca e a minha boca saliva. Tenho de soprar para tirar o fumo do arroz que ainda borbulha. Desculpem-me, sou uma blogger péssima. Mas sou a blogger que faz receitas com títulos maiores. Ganhei. Ahaha.

Estas pataniscas ficaram uma verdadeira delícia. O arroz também é maravilhoso! Aqui em casa acabaram os produtos refinados. Testei todas as marcas de arroz integral e descobri que fica maravilhoso se for feito malandrinho (nesta receita usei o da Cem Porcento). As pataniscas são óptimas e são muito fáceis e rápidas de fazer. Podem juntar outros legumes ou ervas se preferirem. Eu quis ficar dentro do mundo das pataniscas por isso só usei salsa e cebola, a dupla ganhadora.

Como é época de beldroegas juntei-as ao arroz e ficaram uma delícia. As beldroegas estão quase esquecidas em Portugal, infelizmente, mas são uma erva/arbusto  incrível! São usadas para combater as infecções do fígado, bexiga e rins. Cozidas são diuréticas e aumentam a secreção do leite materno (o meu bebé vai ficar contente), são antioxidantes, uma fonte de vitamina C, são anti-inflamatórias, antifúngicas e analgésicas. As folhas têm mais Ómega 3 do que alguns óleos de peixe, e ainda contêm cálcio, ferro, magnésio, potássio e zinco. Para uma erva daninha não está nada mal, hein?

NOTAS – Usem um fio de azeite quando forem “fritar” as pataniscas porque ficam muito melhores! Podem ser feitas sem azeite numa frigideira antiaderente mas vão parecer panquecas. Com o azeite são verdadeiras pataniscas!

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Para as pataniscas

  • 1 cebola cortada às rodelas muito fininhas
  • 1 ½ chávenas de farinha de grão de bico
  • 1 chávena de água
  • 1 pitada de sal grosso marinho
  • meio ramo de salsa picada (eu uso os talos amém, desde que bem picadinhos)
  • uma pitada de alho em pó
  • 1 colher de sopa de levedura de cerveja
  • ½ colher de chá de açafrão das índias

Junte tudo numa tigela e envolva bem.

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Em lume médio/alto aqueça um fio de azeite numa frigideira antiaderente. Coloque uma colher de sopa bem cheia do preparado e deixe fritar um pouco. A mistura é quase líquida mas endurece quando entra em contacto com o calor. Ajeite as cebolas dentro das pataniscas para não ficarem encavalitadas com a ajuda da colher. Deixe dourar de um lado e depois vire e deixe dourar. Se for preciso deite mais umas gotinhas de azeite.

Retire-as para um papel absorvente.


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Para o arroz malandrinho de tomate e beldroegas

  • 1 chávena/xícara de arroz integral (lave-o primeiro)
  • 3 chávenas/xícara de água
  • 1 cebola picada
  • 3 tomates cortados aos pedaços
  • sal grosso marinho
  • 2 chávenas de beldroegas (as folhas e alguns caules mais tenros)

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Refogue a cebola num pouco de azeite. Junte o tomate e o arroz e deixe refogar um pouco (5mn), mexendo frequentemente. Junte a água e tempere com sal. Tape e deixe cozinhar 15mn. Passado este tempo junte as beldroegas e envolva. Deixe cozinhar mais 10 mn ou até o arroz estar tenro. Se ficar com muita água deixe cozinhar em lume alto durante 5 mn.

Desligue, deixe descansar 5 mn e sirva com as pataniscas.

Bom proveito!

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Hambúrgueres divinos de grelos e cenoura

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Estes são os meus hambúrgueres preferidos. Desta vez fiz com grelos e cenouras e surgiu esta combinação maravilhosa, com as cenouras ligeiramente caramelizadas e doces a contrastar com a acidez subtil dos grelos. Tinha que partilhar com vocês! Se não tiver grelos pode usar a couve do caldo verde ou quaisquer legumes que tenha no frigorífico. Já experimentei com quase tudo e fica sempre bom! No prato ou no pão, é impossível não os comer todos.

Receita para 4 pessoas (ou duas gulosas, como é o caso)

  • 200 gr de aveia em flocos (não são os integrais, são os instantâneos)
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 cenouras raladas
  • 1/2 molho de grelos cozidos e picados
  • uma pitada de sal
  • uma pitada de pimenta preta/do reino
  • farinha de trigo integral/de espelta/de mandioca/do que quiser

Numa panela aqueça um fio de azeite. Junte a cebola e deixe alourar. Junte o alho e a cenoura e deixe refogar 5 mn em lume brando/médio. Adicione os grelos cozidos e envolva.

Junte a aveia, envolva bem com os legumes, tempere com sal e pimenta e junte água até cobrir.

A aveia vai inchar com a água, por isso deixe cozer lentamente e vá mexendo para não agarrar. A aveia e os legumes vão-se tornar numa massa que se vai despegando do tacho à medida que vai mexendo, e a aveia vai-se começar a desfazer. Quando estiver uma massa uniforme, desligue e deite para um prato. Achate com uma colher e deixe arrefecer até conseguir manusear.

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Para fazer hambúrgueres, salpique a massa com farinha, forme bolas do tamanho de uma bola de ténis entre as mãos e achate. Se a massa agarrar aos dedos junte mais farinha.

Depois dos hambúrgueres formados, aqueça um fio de azeite numa frigideira e coloque-os quando o azeite estiver quente.

Deixe dourar dos dois lados.

Também pode fazer no forno a 200ºC, convém juntar um fio de azeite.

Sirva com amor.

Noodles à chinesa em 5 mn

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Esta é uma das minhas receitas preferidas quando tenho pouco tempo, pouca paciência ou quando aparece alguém de repente para jantar. Mas mesmo em casos de “não urgência” estes noodles são uma refeição maravilhosa! Use os legumes que preferir – eu costumo fazer com muitos cogumelos, mas desta vez só tinha couves e cenouras no frigorífico. Para dar um toque meio tailandês junte amendoins torrados e picados, coco ralado e raspa de lima: fica maravilhoso!

Para 2 pessoas

  • 1 cebola cortada aos gomos
  • 1 dente de alho grande picado
  • uma colher de café de gengibre fresco ralado
  • ½ couve coração cortada às tirinhas
  • 2 cenouras cortadas em juliana
  • ¼ de chávena/xícara de molho de soja
  • ½ chávena/xícara de água (ou água qb)
  • 1 molho de noodles de arroz (compro no supermercado chinês)

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Coloque a cebola, o alho e o gengibre numa frigideira antiaderente ou num wok e deixe saltear durante 5 mn. Junte a couve e cenoura e salteie em lume forte até estarem “seladas”.

Junte o molho de soja e um pouco de água e deixe cozinhar 5 mn em lume forte.

Junte os noodles (não precisa de os demolhar antes) e vá mexendo para os envolver com os legumes. Eles vão murchando à medida que se juntam aos legumes. Se necessário junte mais água com molho de soja. Quando estiverem completamente moles, está pronto!

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Sirva em taças e coma com pauzinhos!

Hambúrgueres de lentilhas e cogumelos (e algumas considerações sobre uma gravidez vegana)

 

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Confesso que estava com imensas saudades de andar por aqui. Nos últimos tempos andava muito pouco inspirada para cozinhar, e chegar a casa às 21h e sair às 7h também não estava a ajudar muito. Mesmo que me desse vontade de cozinhar já era muito tarde para tirar fotografias então perdia-a logo. Com um bebé na barriga há outra motivação para ter tempo, para aproveitar bem cada instante, para comer bem e com calma. Ele também me veio dizer “slow down”! Estou a adorar esta experiência, e não é só porque nunca mais estive em filas do supermercado, é mesmo um privilégio incrível transportar uma criatura aqui dentro. Ainda para mais agora que se mexe imenso e que já o consigo sentir (antes dos 5 meses não se sente praticamente nada a não ser muito sono!).

E só posso dizer que tem sido uma gravidez maravilhosa, só com um episódio de ciática pelo meio – e que calhou exactamente uns dias antes e durante a Vegan Fair, onde estive com uma banca e dei um workshop. Mas isto de ser/estar grávida muda qualquer mulher que se preze. Começamos a contar às semanas. Chora-se baba e ranho por nada: no outro dia foi por causa de um documentário sobre a Segunda Guerra Mundial, outras vezes basta alguém falar um bocadinho mais torto ou um bocadinho mais alto para explodir uma tormenta de lágrimas. Fazemos xixi de 5 em 5 mn. Vamos vasculhar as nossas fotografias antigas e ficamos comovidas. Temos muito sono. Muito. Nos primeiros meses depois de jantar caía redonda no sofá. Às vezes tinha reuniões de trabalho depois de jantar e, enquanto as outras pessoas iam falando eu adormecia. Era só encostar-me um bocadinho para trás e pumba, já estava a dormir.

O início foi muito engraçado porque eu não fazia ideia de que estava grávida. As probabilidades disso acontecer eram remotas. Mas tinha muita fome, de manhã andava meia enjoada e as minhas mamas estavam a crescer a olhos vistos (não sem bastantes dores). Eu agradeci a todos os deuses por, finalmente, me darem maminhas, até começar a desconfiar que … se calhar… não era só generosidade divina. Então fiz um teste. E deu negativo. Passado uns dias fiz outro. E deu negativo. E depois fiz outro, um dia de manhã, com o primeiro xixi da manhã, e lá estava. O meu coração parou por uns segundos. O resto já sabem.

É de notar que é o primeiro post do The Love Food onde a palavra xixi aparece mais do que uma vez. Onde é que isto vai parar? 🙂

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Relativamente a suplementos, comidas, etc, vou-vos falando pelo caminho, mas posso dizer-vos que acabei por tomar o que todas as grávidas tomam: ácido fólico nos primeiros meses e iodo agora. Não tenho qualquer carência e, ao contrário da maior parte das grávidas, não tenho falta de ferro. Os suplementos vitamínicos feitos para as grávidas (Natalben, etc) são compostos na sua maioria por óleo de peixe. Deusmelivre se vou dar óleo de peixe aqui ao neném! O meu médico diz-me sempre que estar grávida é a coisa mais natural do mundo e não é preciso tirar um doutoramento no assunto nem tomar 50 mil comprimidos para tudo e para nada. Como sempre uma alimentação variada basta e sobeja. Muitos legumes, frutas, cereais, sem andar a contar hidratos de carbono que são muito importantes para o bebé e para dar energia, um prato colorido feito com amor é suficiente para um e para dois. Não é preciso comer por dois, mas convém que se coma em porções mais pequenas várias vezes ao dia. Antes de estar grávida eu almoçava muito pouco, lanchava mais ou menos e jantava imenso. Agora divido as porções ao longo do dia e é muito melhor. Até porque não se consegue comer muito porque o estômago fica logo cheio. Ao longo do dia vou comendo o que me apetece, sendo que é muito raro que me apeteça porcaria  Sobretudo fruta, biscoitos de aveia home made sem açúcar (vício!!), cereais, amêndoas, nozes… Muita sopa, sobretudo de abóbora. Há muitas abóboras este ano e eu adoro creme de abóbora. Podia comer creme de abóbora todos os dias. Outra coisa que me apetece imenso são azeitonas. Mas confesso que não penso muito (nem nunca pensei), vou dando ao meu corpo o que ele me vai pedindo e tento nunca ter fome.

No outro dia pediu-me lentilhas e saíram estes hambúrgueres deliciosos. Normalmente as receitas de hambúrgueres levam muita farinha, pão ralado ou arroz cozido para lhes dar consistência, o que os torna muito pesados. Esta só leva mesmo lentilhas e cogumelos e um bocadinho de sementes de linhaça que só fazem bem! Espero que gostem!

 

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Para 4 hambúrgueres grandes

  • 1 chávena/xícara lentilhas cozidas (usei castanhas)
  • 1 chávena/xícara de cogumelos cortados aos pedaços
  • 1 cebola cortada às rodelas finas
  • 1 colher de chá bem cheia de pimentão doce
  • uma pitada de pimenta preta/pimenta do reino
  • 1 colher de sopa de linhaça moída
  • 4 colheres de sopa de salsa picada
  • farinha de arroz

Triture as lentilhas num processador ou com a varinha mágica, deixando algumas inteiras. Não precisa de ficar um patê, alguma textura fica sempre bem.

Refogue a cebola. Quando estiver translúcida junte os cogumelos e deixe-os cozinhar 10 mn ou até murcharem. Deixe-o perder completamente a água. Junte as lentilhas, a salsa, a linhaça e os temperos e envolva.

Deixe arrefecer para não queimar os dedinhos.

Divida a massa em 4 partes, e molde 4 hambúrgueres com a ajuda da farinha de arroz.

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Coloque-os numa frigideira com um fio de azeite e deixe dourar de cada lado. Vire-os com cuidado para não desmancharem.

Sirva com um pãozinho ou um bolo do caco e muitos verdes!

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Courgette recheada e béchamel de couve-flor


Esta receita é uma perdição!

A couve-flor é um legume mal amado. Eu sinto por ela porque vejo que tem muito potencial mas é sempre cozinhada da mesma forma, pobrezita: enfiada num panelão de água, cozida, normalmente muito cozida. Depois jaz no canto do prato, a coitada. Mas a vida mudou para esta couve-flor e cá está um béchamel super simples e leve que a pôs a brilhar sozinha! Use este molho sempre que quiser algo de cremoso por cima de uma prato: ora para uma lasanha de legumes, ora para um esparguete com cogumelos e natas, retirando as natas, ora para gratinar, para comer simples.. enfim, é um molho muito versátil que se adapta muito bem a todas as ocasiões. E evita usar lactinínios e margarinas!

 Pode rechar as courgettes com o que quiser.  Qualquer resto de quinoa ou de arroz, ou mesmo um chilli ou uma bolonhesa ficariam bem! Esta receita funciona maravilhosamente com arroz ou com quinoa, já fiz com os dois e fica supimpa! E combinado com o béchamel fica oh la la! Experimente (é comprida mas é muito fácil de fazer, garanto)!

Para o molho béchamel

  • ½ couve flor cortada aos pedaços
  • sal
  • 1 cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de sopa de levedura de cerveja em flocos (em flocos é mais suave)
  • pimenta preta/do reino a gosto
  • 2 colheres de sopa de leite vegetal sem açúcar ou natas de soja/creme de leite (opcional, mas confere cremosidade)

Coza a couve-flor em água ou a vapor com um pouco de sal (se usar).

Quando estiver tenra, escorra-a bem. Reserve.

Entretanto refogue a cebola até estar translúcida. Junte o alho e deixe dourar mais um pouco (mais 2 mn). Reserve.

Triture no liquidificador ou no processador a couve-flor cozida e o refogado. Junte a levedura de cerveja, o leite ou as natas e a pimenta preta e triture até ficar muuuuito cremoso.

 Se ficar muito grosso junte um pouco da água de cozedura ou um pouco mais de leite ou natas/creme de leite.


Para o recheio

  • ½ chávena/xícara de arroz basmati ou de quinoa
  • 1 cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de chá de açafrão das índias/tumérico
  • polpa da courgette
  • 1 pitada de cominhos
  • coentros picados
  • ½ maçã picada
  • raspa de meio limão

Coloque um fio de azeite numa panela. Junte a cebola e deixe ficar translúcida. Depois junte o alho, os cominhos e o açafrão e mexa durante uns segundos, para o açafrão e os cominhos soltarem as maravilhas que existem neles. Junte a polpa da courgette, a maçã e os coentros picados em envolva tudo muito bem.

 Se fizer arroz:

Junte o arroz e envolva. Deite 1 chávena/xícara de água, tempere com sal e deixe cozinhar 10mn. No final desse tempo desligue do lume, espere 2 minutos e depois reserve para rechear as courgettes.

 Se fizer quinoa:

Junte o arroz e envolva. Deite 1 1/2 chávenas/xícaras de água, tempere com sal e deixe cozinhar 10mn ou até a água se evaporar. Solte os grãos com um garfo. Cuidado para não cozer demais e ficar uma papa! Quando a água estiver quase toda evaporada, desligue o lume. Ela acaba de cozinhar sozinha.

 Para as courgettes e o resto

  • Sal
  • Pão ralado
  • Azeite

Corte-as a meio longitudinalmente. Retire a polpa com ajuda de uma colher. Salpique o interior com um pouco de sal.

Pré-aqueça o forno a 180ºC

Recheie as courgetes com o arroz ou a quinoa. Coloque o béchamel por cima de cada “barquinho” e polvilhe com pão ralado. Regue com um fio de azeite muito fininho, só para garantir que o pão ralado fica crocante.

Leve ao forno durante 20 a 30 mn, ou até as courgettes estarem tenras.

Bom apetite! 

Esparguete de courgette com molho de beringela

Um prato super leve e delicioso! Como sou uma mulher de substância e quando me dá a fome a sério não me contento só com legumes, juntei millet (que não aparece na fotografia) e ficou divinal. Para um jantar levezinho é perfeito, não é bom ir para a cama de barriga cheia! Se tiver um daqueles cortadores super espectaculares que transformam a courgette logo em esparguete, use-o! E também pode fazer um esparguete cru e juntar o molho. De todas as maneiras é uma delícia! A courgette e a beringela são um dueto de sucesso!

Para o esparguete:
4 courgettes/abobrinhas raladas (ralei no processador de cozinha)
uma pitada de sal marinho
uma pitada de pimenta preta/do reino
um fio de azeite
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Coloque a courgette/abobrinha num tabuleiro de ir forno coberto com papel vegetal. Tempere com o sal e a pimenta e regue com um fio de azeite.
Como a quantidade é grande deve fazer em dois tabuleiros, para não se sobreporem e não criarem água.
Leve ao forno durante 15 mn ou até as bordas começarem a dourar e a courgette estiver tenra.
Para o molho
1 cebola picada
1 dente de alho picado
1 beringela cortada aos quadradinhos
4 tomates aos pedaços
5 colheres de sopa de polpa de tomate
uma mão de azeitonas partidas aos pedaços
uma mão cheia de folhas de orégãos frescos (só as folhas)
uma mão cheia de folhas de manjericão picadas
Refogue a cebola. Quando estiver translúcida junte o alho picado e cozinhe mais 1 mn. Junte o tomate e o piri-piri e deixe cozinhar 10 mn, até estar tenro. Se for necessário adicione um pouco de água.
Junte as beringelas e envolva. Tempere com sal, cubra e deixe cozinhar 10 mn, mexendo de vez em quando.
Adicione a polpa de tomate e um pouco de água se for necessário. Envolva tudo bem, volte a tapar e deixe cozinhar mais 5 a 10 mn.
Quando a beringela estiver tenra, adicione as azeitonas e as ervas, envolva e desligue. Deixe descansar 5 mn para os sabores apurarem e sirva por cima da courgette/abobrinha.

 Sirva o molho por cima do “esparguete” e delicie-se!

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