Archive of ‘Doces’ category

Tarte de maçã para crianças

 

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O meu filho não come açúcar refinado. O açúcar refinado é um verdadeiro veneno e a causa de muitas doenças que se alastram, silenciosas, incluindo a hiperactividade, muitas vezes mal diagnosticada e confundida com overdose de açúcar, mas também diabetes, obesidade e cancros. Pode saber bem mas faz mal, e enquanto eu e o pai pudermos escolher, ele não come. E o mais interessante é que ele não pede nem nunca pediu nada com açúcar refinado, por isso nem sequer faz sentido dar-lhe. Ele delicia-se com fruta madura, lambuza-se todo, fica feliz! Neste Natal quando lhe puseram à frente uma travessa cheia de rabanadas (entre muitas outras delícias da mesa farta de Natal) e ele olhou despreocupado, tirou as passas e os pinhões que as rabanadas tinham por cima e comeu-as, entre todas as gulodices que havia na mesa. Não foi por não lhe terem dado a provar, porque deram, infelizmente, mas ele recusou. Creio que isso tem a ver com a educação alimentar que lhe damos em casa. Não é restritiva ou ditatorial, simplesmente não comemos nada que seja pouco saudável, mesmo antes de ele nascer, portanto ele deve ter isso gravado nos genes.

 

Em casa nunca temos grandes sobremesas, só em dias de festa, e o que temos é sempre saudável (são sempre delícias do The Love Food, claro!). Normalmente comemos fruta e receitas com fruta (fruta assada, gelado de fruta, etc).

Mas vezes apetece fazer uma sobremesa mais especial mas nem por isso uma bombinha de açúcar. Por isso resolvi experimentar fazer uma tarte de maçã que fosse levinha, levinha, levinha de tal maneira que ele pudesse também comer e que fosse apetecível. Saiu esta, que se fez num instante e se devorou num instante também. É uma excelente opção de lanche ou sobremesa para bebés e crianças, mas também para o resto da família!

 

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Para a massa:

  • 1 chávena de flocos de aveia finos
  • 1 chávena de flocos de trigo sarraceno finos
  • ¼ de chávena de pasta de tâmaras
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • ¼ cup de água

Triture os flocos todos, junte os outros ingredientes e faça “pulse” no processador ou amasse tudo à mão. Eu fiz na Bimby, triturando primeiro os flocos na vel. 5 e depois juntei tudo e fui envolvendo entre vel. 3 e 5 até estar bem ligado.

Forre uma tarteira ou uma forma de base amovível com papel vegetal. Achate a massa no fundo de forma a cobrir o fundo e as bordas.

Leve ao forno a 150ºC durante 10 mn.

Retire da forma com cuidado e deixe arrefecer.

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Para o puré de maçã

  • 1 Kg de maçãs
  • 2 colheres de chá de canela em pó
  • 30 gr de água

Coloque todos os ingredientes na Bimby e programe 10 mn, temp. 100, vel. 1.

Quando estiver pronto triture na vel. 8 até estar cremoso.

Pode fazer na panela, levando todos os ingredientes ao lume até as maçãs estarem bem tenras (15 mn) e depois triture com o processador ou a varinha mágica.

Deixe arrefecer.

IMG_9495_FotorColoque o recheio na massa de tarte assada e cubra com coco laminado tostado ou com frutas frescas como framboesas e mirtilos.

Leve ao frio antes de servir.

Delicie a família inteira!

Tarte de abóbora, chocolate negro e speculoos

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Já estava com vontade de partilhar uma sobremesa bem decadente há imenso tempo! Esta tarte é incrivelmente deliciosa, tem várias texturas mas é sobretudo super cremosa e uma surpresa de sabores.

Os speculoos são uma bolacha típica da Bélgica, são geralmente servidas com o café e na altura do Natal. Tenho de inventar uma receita mais saudável para as fazer de raiz mas desta vez acabei por usar de pacote, shame on me. É raro comprar pacotes de bolachas, mas estas chamaram-me. Morei um ano na Bélgica no meu primeiro ano de faculdade e foi aí que descobri estas bolachas. Na altura do Natal por vezes compro para matar as saudades.

Experimente, parece complicado mas não é. É uma maravilha!

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Para a base

  • 200 gr de speculoos/spekulas
  • 4 colheres de sopa de margarina (usei da Provamel)

Triture as bolachas no processador até ficar um pó. Junte a margarine e volte a triturar até ficar uma massa consistente.

Retire e forre uma tarteira de base amovível, achatando bem com as mãos.

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Para o recheio de abóbora

  • 1 chávena de puré de abóbora
  • 3 colheres de sopa de farinha de araruta (ou amido de milho)
  • 1/3 chávena de açúcar mascavad0
  • ½ colher de chá de canela
  • 1 chávena de leite de coco

Faça o puré de abóbora: leve uma abóbora butternut, aberta a meio ao forno, e meia abóbora okaido também aberta, ambas com a casca para baixo. Deixe assar durante 1 hora ou até estarem tenras. Retire toda a polpa com a ajuda de uma colher de sopa. Triture com a varinha mágica e reserve.

Misture o puré de abóbora com todos os outros ingredientes numa panela e leve ao lume até ficar cremoso e ligado (10 mn, mais ou menos). Deixe arrefecer/esfriar.

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Para a cobertura de chocolate

  • 200 gr de chocolate negro com laranja ou de chocolate negro simples (nesse caso aconselho a juntar raspa de laranja depois de derreter) – o meu tinha também amêndoas caramelizadas
  • 4 colheres de sopa de leite de coco

Derreta o chocolate numa panela com o leite de coco.

Reserve.

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Para montar

Coloque o recheio de abóbora na tarteira forrada com a massa de speculoos e alise com uma espátula. Verta o chocolate derretido e alise. Deixe arrefecer um pouco e leve ao frio.

Para comer

Não coma tudo de uma vez, embora a vontade seja grande. É uma maravilha.

Crumble super saudável de maçã e ameixa

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Este crumble não tem uma costa dura e consistente porque não leva farinha nem manteiga. É quase como uma granola por cima de fruta assada. Mas fica maravilhoso! A aveia fica crocante graças ao açúcar de coco e mistura-se com a fruta que se derrete na boca. É uma sobremesa que faz bem e é uma delícia!

Quando fiz este crumble ainda havia imensas ameixas. Neste momento já estão fora da estação por isso pode substituí-las por pêras ou fazer só de maçã.

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Para 2 pessoas

Para a cobertura

  • 2 chávenas de aveia fina
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco (não precisa de derreter se estiver duro)
  • 2 colheres de sopa de açúcar de coco
  • canela qb

Para o recheio

  • 10 ameixas
  • 1 maçã
  • canela qb
  • passas

Corte a fruta aos pedaços e coloque-as num recipiente refractário. Junte a canela e misture.

 

Misture a aveia, o óleo de coco, o açúcar de coco e a canela até ficar arenoso e o óleo estar completamente incorporado. Coloque esta mistura por cima da fruta e leve ao forno a 200ºC por meia hora.

Daí a 15 mn já vai sentir o cheirinho maravilhoso!

Manjar de Coco em 5 mn

 

IMG_3404O mundo divide-se em dois tipos de pessoas: os que gostam dos salgados e os que adoram doces. Eu sou dos salgados embora prefira fazer doces. Mas ultimamente tem-me dado uma vontade enorme de devorar doces! Para não contrariar este corpo que amamenta de 2 em 2 horas uma criaturinha faminta, tenho experimentado mais receitas de doces sem açúcar, levezinhos, saudáveis, enfim, já sabem o quê. Encontrei uma receita de manjar de coco num pacote de coco ralado e fiquei cheia de vontade de criar uma receita de manjar. Cá está ela, e é perfeita! Por pouco não chegava ao blog: é tão rápida a fazer como a desaparecer.

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Receita para 8 pessoas

  • 1 lata de leite de coco (400 ml)
  • 600 ml de leite de soja ou de outro leite vegetal que prefira
  • 5 colheres de sopa de farinha de araruta (pode substituir por amido de milho)
  • 2 colheres de sopa de açúcar de coco (ou outro à escolha – pode usar geleias ou xaropes, na mesma quantidade)
  • 200 gr de coco ralado (1 pacote)

Misture tudo numa panela, com um batedor de varas, e leve ao lume brando/médio até engrossar, mexendo frequentemente. Demora 5 a 10 mn a ficar pronto. Mais rápido e melhor que isto não há.

Molhe uma forma de pudim (usei uma de plástico) e coloque o preparado lá dentro. Bata com a forma contra a bancada para sair o ar e para o preparado ficar bem acamado.

Deixe arrefecer e depois leve ao frio durante 2 horas.

Sirva com fruta ou com uma calda de frutos silvestres, ameixas ou de laranja.

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Pudim de chia e coco – sem açúcar, sem glúten

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Dias de correria e ansiedade à espera que o rebento rebente. Amanhã são 39 semanas, pode nascer a qualquer momento, e já tenho saudades das 12 semanas, das 20, das 32… Já tenho saudades da barrigona e ela ainda não se foi embora! Adoro estar grávida, adorei ver o meu corpo transformar-se, adoro sentir o bebé a mexer-se cá dentro neste mundo só nosso que mais ninguém conhece. A cumplicidade que se cria é maravilhosa e inexplicável. Ao mesmo tempo estou ansiosa para o cheirar todo, para o ver, para lhe tocar e para o alimentar. A natureza faz as coisas muito bem, como sempre. Estes dois pais mamíferos já prepararam o seu ninho e aguardam a sua cria.

E eu que não dava importância nenhuma ao pequeno-almoço/café-da-manhã vejo-me agora a magicar receitas mal ponho um pé fora da cama. O pudim de chia já é um clássico cá em casa, ao longo do tempo fui testando e experimentando receitas até chegar a esta maravilha. Se preferir junte fruta em vez do coco ralado: triture alguma e outra deixe inteira. Uma coisa é certa: fica sempre uma delícia!

Desejem-me sorte e uma hora pequenina!

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Para 6 pessoas

  • 1/2 chávena/xícara de sementes de chia
  • 1 lata de leite de coco
  • 6 tâmaras (opcional. Pode usar 2 colheres de sopa mal cheias de geleia de arroz). Retire o caroço. Prefira as tâmaras que não têm aquele xarope de glucose esquisito à volta.
  • 1 chávena/xícara de leite vegetal à escolha (soja, aveia, arroz, amêndoa, o que preferir)
  • 6 colheres de sopa bem cheias de coco ralado + 6 colheres de sopa de coco ralado para decorar
  • 1/4 de colher de chá de raspa de limão
  • 6 colheres de sopa de geleia de arroz

Coloque as sementes de chia de molho com o leite de coco durante 3 horas a uma noite.

Triture as tâmaras com o leite vegetal (usei a varinha mágica) até estarem desfeitas. Deite por cima da chia, junte o coco ralado, a raspa de limão e triture tudo. Basta estar tudo envolvido, não precisa de ficar tudo esmagado.

Coloque em taças, em cada taça ponha uma colherada de geleia de arroz e outra de coco ralado. Se se sentir gulosa/o junte cacau em pó. Ou raspas de chocolate.

Delicie-se!

Mousse de framboesa e trigo sarraceno (sem glúten, sem açúcar)

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Escrevo numa manhã de chuva com sol, depois de ter devorado uma taça desta mousse. Já vivi em cidades muito grandes, já passei largas temporadas no campo intercaladas com temporadas na cidade, e agora que vem aí um bebé voltei para o campo. Quero que ele viva no campo, que respire o ar dos pinhais, se suje na terra, ouça os pássaros de manhã. Muitas pessoas escrevem-me e partilham este “sonho” de mudar para o campo, de abrir a janela sem ter prédios por todos os lados, e eu digo-lhes apenas que façam o que lhes apetece. Se quiser mesmo, mude. Experimente. Quebre a rotina, mude de casa, mude de sítio. Vai descobrir que o pão e os legumes comprados nos mercados de rua têm mais sabor e personalidade. Vai querer criar umas galochas que sejam pantufas ao mesmo tempo (porque é que ninguém inventou isto ainda?). Sobretudo vai acordar no silêncio e em paz, mesmo quando acorda “ahhh! Já estou atrasada!”.

Se for morar para relativamente longe do sítio onde trabalha a sua gestão do tempo muda automaticamente. E, de repente, o tempo que fica em casa é muito melhor aproveitado (mesmo quando não faz nada), e o tempo que passa fora de casa também. Quando fico em casa tenho tempo (finalmente) para me dedicar a algumas invenções e testes na cozinha nova. Esta mousse já estava na minha mira há algum tempo, inspirada daqui, e ontem vi umas framboesas maravilhosas no mercadinho de rua que achei que elas ficariam perfeitas fundidas com o trigo sarraceno – e ficaram. Se não é fã do sabor do trigo sarraceno, não se preocupe: ele está lá só para dar a textura incrivelmente cremosa! O trigo sarraceno não tem glúten e é uma fonte importante de proteínas, magnésio e ferro.

Quanto a mudar, nunca receie fazê-lo. Pode mudar todas as vezes que quiser e pode sempre voltar atrás, mas vai sempre ganhar qualquer coisa. Vai ser sempre melhor do que se se tivesse mantido no sofá a queixar e a sonhar alto.

E agora vou surripiar mais um bocadinho de mousse. Entretanto entrou um raio de sol aqui.

 

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  • 1 chávena de trigo sarraceno
  • 125 gr de framboesas
  • 2 colheres de sopa de compota/doce de frutos vermelhos ou outra à sua escolha, sem açúcar
  • 2 colheres de sopa de geleia de agave ou xarope de arroz

Para o topping

  • 6 framboesas inteiras
  • 4 colheres de sopa bem cheias de compota/doce de frutos vermelhos ou outra à sua escolha, sem açúcar
  • 2 colheres de geleia de agave

Demolhe o trigo sarraceno durante 8 a 12 horas.

 

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Depois deste tempo lave-o bem e escorra-o.

Triture-o com a varinha mágica ou com o blender. Depois de já estar uma pasta junte as framboesas, a compota e a geleia de agave e triture até ter uma cor linda e uniforme.

Coloque em dois copos de servir.

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Para o topping: misture bem numa tacinha a compota e a geleia de agave. Deite este preparado por cima das mousses e misture com o creme, usando uma colher e fazendo movimentos para cima e para baixo, para fazer um marmoreado.

Finalize com framboesas frescas.

Leve ao frio ou coma logo. Eu comi logo!

 

PARABÉNS A MIM! E UNS QUEQUES DE FRAMBOESA com farinha de espelta e sem açúcares refinados

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O ano de 2014 foi um ano incrível. O The Love Food transformou-se numa empresa e está agora a fornecer as vossas casas e várias lojas e mercearias pelo país. Andou tão rápido que eu quase não tive tempo de acompanhar! E, sinceramente, a festa ainda nem começou.

Entretanto veio o bebé fazer-me uma surpresa. Com o bebé veio uma casa nova no meio do pinhal e mais cinquenta mil coisas para tratar (como é que uma criaturinha tão pequenina pode precisar de tanta coisa?), mas uma sensação incrível de felicidade e plenitude.

E hoje faço anos! Depois de um Natal a correr e um ano novo a descansar lá chegou este dia! No nosso dia de anos devíamos fazer só aquilo que nos apetece. É o dia certo para asneirar. O que me apetece é só ficar sossegadinha a fazer festinhas nesta barriga gigante (8 meses!!! Aiaiaia!) e comer um bolo mesmo BOM acompanhado com um cházinho (o champanhe fica para o ano…). Decidi partilhar com vocês uma das minhas receitas infalíveis e incrivelmente deliciosa, que estava reservada só para os workshops. Usem a fruta que quiserem e a forma que preferirem, vai sempre resultar e é muito bom. Mesmo muito bom! Não é só porque ando mesmo gulosa

Obrigada por um ano incrível, e estou pronta para este que chegou há 9 dias e que, tenho a certeza, vai ser inesquecível.

Um bom ano para tod@s, um bom aniversário para mim e obrigada por continuarem por aí!

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  • 2 cups/chávenas/xícaras de farinha de espelta ou trigo
  • 6 colheres de sopa de açúcar de coco
  • 2 colheres de chá de fermento
  • raspa de laranja
  • ½ colher de chá de sal
  • ½ colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1 colher de chá de canela
  • ¾ cup/chávena/xícaras de banana esmagada (2 bananas bem maduras)
  • ¾ cup/chávena/xícaras + 2 colheres de sopa de leite vegetal
  • 1 colher de chá de vinagre de cidra
  • ¼ cup/chávena/xícaras de geleia de agave
  • ¼ cup/chávena/xícaras de óleo de girassol
  • 1 cup/chávena/xícara de framboesas congeladas ou qualquer outra fruta à escolha

Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Numa taça junte todos os ingredientes secos. Misture-os com um batedor de varas.

Noutra taça esmague bem a banana e misture bem todos os ingredientes húmidos.

Junte os ingredientes secos aos húmidos e envolva. Não mexa demais.

Junte as framboesas

Coloque a massa nas forminhas de queque e leve ao forno durante 20 mn ou até estarem dourados.

IMG_2233Desfrute.

Trufas de alfarroba e cacau

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Ora cá vai a primeira sugestão para presente de Natal! Confesso que eu ficaria satisfeitíssima se me oferecessem uma trufas de cacau caseirinhas, em vez da caixa típica de Mon Chéri (apesar disso, querido Pai Natal, agradecia que aceitasses estas sugestões de presentes que, assim de repente, me parecem tão boas quanto as trufas:

Estas trufas são super fáceis de fazer, basta ter um processador. Recentemente iniciei-me nisto da comida crua e nas receitas cruas e comecei a fazer barritas e bolinhas de frutos secos para o meu lanche – dão imensa energia! Claro que pedi ajuda à Catarina do https://theextraintheordinary.wordpress.com, que não só é uma amiga que eu adoro como é super expert em comida crua. Passámos uma bela de uma tarde a triturar ingredientes e eu fiquei com imensa vontade de testar combinações de sabores. Saíram estas trufas com todos os frutos que eu tinha na despensa. Se não tiver todos basta aumentar a quantidade de outro (por exemplo, se não tiver ameixas pode juntar mais passas e alperces, ou pode simplesmente omitir).

Convém sempre que os frutos secos sofram um choque antes de serem comidos, para não serem indigestos. Normalmente demolhá-los 8 horas é a solução. Isso faz com que se retire todos os anti-nutrientes e anti-enzimas que fazem com que os frutos secos possam ser indigestos, despareçam – o processo é igual ao das leguminosas. No caso de não ter muito tempo, assá-los pode ser uma solução. Não é tão eficaz, mas ajuda a torná-los mais digeríveis e ficam muito mais saborosos.

No início queria mesmo fazer umas trufas cruas, simplesmente. Mas o sabor das avelãs tostadas faz tanta diferença, e depois de as provar achei que era impossível não as cobrir de chocolate. Usei um chocolate cru que derreti em banho-maria para as envolver. Mas pode não fazer a cobertura de chocolate nem assar as avelãs, se quiser manter tudo cru.

Se quiser oferecer no Natal basta embrulhá-las num papel transparente e bonito e pô-las num frasco. Fica um presente rápido, barato e muito bom!

Pode guardá-las no frigorífico durante alguns meses (3 meses ou mais, suponho). As minhas não duraram nem 3 dias 🙂

 

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Para 15 bolinhas, mais coisa menos coisa

  • 1 chávena/xícara de avelãs tostadas (coloque-as no tabuleiro do forno a 200ºC durante 10mn)
  • ½ chávena/xícara de passas
  • ¼ chávena/xícara de alperces secos
  • ¼ chávena/xícara de ameixas secas
  • 1 colher de sopa bem cheia de alfarroba
  • 80 gr de chocolate em barra (usei da marca The Raw Chocolate Company)

Coloque todos os ingredientes no processador ou na picadora e pulse até estar uma pasta granulada fácil de moldar. Se for necessário triture primeiro e as avelãs e só depois junte o resto dos ingredientes.

Forme bolinhas com as mãos.

Derreta o chocolate em banho-maria.

Passe cada bolinha pelo chocolate derretido, com a ajuda de um garfo, e leve ao frigorífico para arrefecer.

Sirva fresco e delicie-se!

 

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Banana pão caramelizada com canela (sem açúcar, sem glúten)


Há quem lhe chama plátanos ou banana da terra, eu gosto de lhe chamar banana pão, como no Brasil. Dá a mesma energia do pão, mas é uma fruta, com todos os benefícios que isso tem. Eu adoro banana da terra! É um pequeno-almoço/café da manhã super completo! Com 75% de água, as bananas pão são riquíssimas em minerais como potássio e em Vitaminas, sobretudo A e C. Para além disso tem imensas fibras, que são essenciais para o trânsito intestinal.

Esta receita parece uma enorme goludice quando se come, mas são só coisas boas! E é incrivelmente fácil de fazer. Use-a também como acompanhamento, para dar um “punch” doce aos seus pratos. Porque a vida precisa sempre de um toque doce e tropicaliente!

Para duas pessoas
2 bananas pão cortadas a meio (como as minhas eram muito tortas e gordinhas, cortei-lhes a “barriga” lateral que se vê na fotografia)
1 pitada de canela
1 pitada de sal
azeite ou óleo de coco
uma colher de chá de geleia de arroz
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Coloque as bananas num tabuleiro coberto com papel vegetal. Polvilhe com canela, tempere com uma pitadinha de sal e regue com um fio fininho de azeite ou de óleo de coco. Deixe a geleia de arroz escorrer lentamente da colher e, à medida que ela escorre em fio, vá cobrindo (com parcimónia) as bananas.
Asse durante 20 a 30 mn ou até estarem tenras. A casca vai naturalmente soltar-se dos lados quando estiver pronta.
Delicie-se! 

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