O The Love Food vai ter uma nova rubrica sobre CONSELHOS PRÁTICOS sobre como levar uma vida vegana, de uma maneira simples e acessível.
E, a este propósito, começo por salientar que servegano é uma escolha informada, não é uma religião ou uma seita. É cuidar do planeta, dos animais e de si mesmo. A diferença que faz uma escolha que parece muito pequena e fácil, é monumental: na água que se poupa, na poluição que não se cria, nos animais que não são mortos, no ambiente, e por aí em diante.
Ser vegano não é apenas comer legumes. É todo um lifestyle. Há que fazer as escolhas certas em todos os produtos que se utilizam, desde cosméticos a detergentes, passando pela roupa ao calçado. Mas não é abdicar do que se gosta, é adaptar-se da melhor maneira e fazer o melhor que se consegue. Nunca ninguém se deve sentir culpado por fazer o melhor que pode.
Ser vegano tem sido erradamente difundido como um estilo de vida marginal. Felizmente tem havido inúmeras figuras públicas que vieram contrariar esta tendência, e que provam que é a melhor escolha que se pode fazer.
E porque ser vegano não é só comer legumes, um vegano pode continuar a ser vaidoso, a vestir-se bem, a maquilhar-se (se for o caso) e a calçar sapatos bonitos! Há que desmistificar todas as informações erradas que se têm cristalizado ao longo dos anos.
As nossas escolhas fazem diferença! Se todos optarem por, por exemplo, sapatos veganos, os fabricantes irão, consequentemente, fazer mais sapatos veganos e menos de pele, e por aí adiante. Porque é que acham que todos os supermercados têm leite de soja de marca branca, e as empresas que produzem leite estão, actualmente, a produzir, também, leite de soja? O poder do consumidor é fundamental. Podia-se fazer 50 mil petições com milhões de assinaturas para “obrigar” os supermercados a terem leite de soja. Se ninguém comprar leite de soja, por mais assinaturas que tenha a petição, os supermercados nunca teriam leite de soja. Mas muitas pessoas compram leite de soja, e muitas pessoas deixaram, felizmente, de beber leite de vaca, e ainda mais pessoas sentem-se melhor fisicamente se não comerem ou beberem produtos lácteos. Então, os supermercados são obrigados, pela lei da procura, a ter produtos à base de soja. E um pacote de leite de soja que antes custava 2€ e tal, agora custa 0,99€. É a maravilhosa lei do mercado.
É assim para tudo. Os cosméticos são um outro exemplo. Se continuarem a comprar produtos testados em animais, não há nada a fazer. Esses testes, apesar de bárbaros, ineficazes e desnecessários, continuarão a fazer-se.
A ser assim, vai iniciar-se nestas páginas uma rubrica sobre conselhos práticos. Roupa, calçado, maquilhagem, detergentes, plantações, enfim, uma panóplia de informação à qual não se tem directamente acesso, e, quando se tem, não é, normalmente, bem dada.
Porque um vegano não precisa de usar t-shirts pretas com sangue, nem t-shirts a dizer “vegan”, ou botas horrorosas que parecem saídas do armazém do exército.  Ainda por cima há cada vez mais roupa vegana nas lojas ditas “normais” e na haute couture (as roupas da Stella Mccartney, por exemplo). E linda! E cada vez se fazem mais colecções em algodão orgânico e a preços acessíveis (é o caso da H&M).
Faça escolhas acertadas. Cada vez que vai ao supermercado, que compra um creme, uns sapatos, uma carteira, um casaco, uma colar, enfim, está a definir o mercado. Fazer as escolhas certas é fulcral. Todas as suas escolhas podem salvar vidas, e todas as suas escolhas influenciam o mercado. E são essas escolhas que mudam o mundo, não as leis, que demoram dezenas a centenas de anos a serem validadas, nem as manifestações e campanhas, que, na maior parte das vezes, se revelam infrutíferas. São os indivíduos, através dos seus gestos e escolhas acertadas, que fazem o mundo mudar. E a mudança faz-se nas mais pequenas escolhas. São tão fáceis de fazer. Faça parte dessa mudança. Siga os CONSELHOS PRÁTICOS do The Love Food.

2 comments

  1. Olá,
    Gostaria de lhe dar os parabéns pelo seu blogue e pela excelente abordagem que faz neste post em concreto. Tinha interesse de saber mais para fazer a “escolha certa”. Ao nível dos cosméticos que alternativas há no mercado?
    Obrigado.
    Ricardo Ribeiro

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